quarta-feira, 1 de julho de 2015

COMO ESCOLHER A FRANQUIA IDEAL E LUCRATIVA


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Por: R$ 69,90
Resumo
Esse é um curso completo que traz conceitos e informações necessárias para o novo empreendedor.
Descrição do Produto
Franchising é o empreendimento que mais cresce de forma dominante em vários países. Para você que pretende se tornar um franqueado, o curso “Como Escolher a Franquia Ideal e Lucrativa”, é um curso completo que traz conceitos e informações necessárias para o novo empreendedor. Com ele, você irá conhecer o que é Franchising e sua evolução, e além de entender os riscos e vantagens de se tornar um franqueado, terá também informações sobre suas obrigações como franqueado, quais os desafios da empresa franqueadora e as características que você deve analisar para saber se tem o perfil adequado. Sabemos que a abertura de franquia é um passo importante para todo empreendedor, por isso, o curso “Como Escolher a Franquia Ideal e Lucrativa”, é um norteador para quem está iniciando neste mercado. Conteúdo Programático: • Introdução ao Sistema de Franchising • Evolução do Sistema de Franchising • Tendência Mundial • O Franqueado e o Sistema de Franquias • Desafios do Franqueador • Você tem Perfil de Franqueador? • Qual Tipo de Negócio Tem Mais a Ver com Você? • Onde Buscar as Oportunidades de Negócio • Momentos de Escolhas • Vamos Fazer as Contas? • Hora da Decisão

http://www.suafranquia.com/loja/cursos/como-escolher-a-franquia-ideal-e-lucrativa-.html

quarta-feira, 11 de março de 2015

A cara do franqueado

Não é de hoje que as franquias têm presença de peso na economia brasileira: no ano passado, por exemplo, elas movimentaram mais de R$ 100 bilhões. Ainda assim, pouco se sabe sobre as características do empreendedor desse ramo. A consultoria Bittencourt está lançando luz sobre essa área, traçando o perfil de quem opta pelo sistema de franquia para iniciar a sonhada carreira empreendedora. Eis a cara do franqueado brasileiro:
Franchising (Foto: Reprodução)

http://epocanegocios.globo.com/Opiniao/noticia/2013/09/esse-e-o-cara.html

5 erros ao abrir uma franquia


5 erros ao abrir uma franquia

Escolha errada do ponto comercial

Já ouviu falar que “aquela loja vende bem porque está bem na avenida?” É mais ou menos isso, mas muito mais que isso. O endereço de uma franquia é crucial para o seu sucesso, por isso algumas lojas fecham muito cedo e outras resistem por décadas no mesmo lugar.
A escolha do ponto comercial para aluguel ou compra deve ser guiada por alguns pontos, como visibilidade do seu público-alvo, concorrência não tão próxima e fácil acesso. Ficar na avenida principal geralmente é certeza de sucesso, mas ter um público por perto também é crucial. Por exemplo: uma loja de pet shop em um bairro residencial repletos de donos de pets tem mais chances de sucesso que ficar em um bairro comercial e sem moradores. Ninguém vai levar um saco de areia de gato para casa podendo pegar na esquina da residência, não é mesmo?

Boa escolha dos funcionários

O investidor tem tudo para dar certo, mas precisa de um grupo de pessoas para fazer tudo funcionar. Precisa de bons atendentes, um bom gerente e outros funcionários envolvidos. Empregar pessoas não qualificadas é um dos maiores motivos para grandes empresas fecharem suas portas hoje em dia. A escolha de um bom sócio entra neste grupo também, que pode colocar tudo a perder.

Falta de capital de giro

Este é o dinheiro guardado todos os meses para eventuais baixas do mercado. Não ter dinheiro guardado e viver sempre do lucro do dia a dia, faz franquias de grandes marcas fecharem porque não conseguem suportar o período de baixa procura do produto ou serviço sem manter as contas em dia.

Não entender o que é uma franquia

Querer fazer uma franquia não é apenas abrir uma loja igual a que ele quer ter. Ele precisa seguir regras, entrar no padrão da marca e saber que poderá ser punido quando não as seguir. Se o empreendedor não sabe seguir regras e quer fazer tudo do seu jeito, não ira se ajustar ao perfil de franquias.

Não ter capital inicial

Capital inicial não é apenas o dinheiro para usar a marca, mas todos os gastos necessários para abrir a porta, como contratação, compra de material, adaptação da loja e estocagem. Começar devendo e tentar tirar lucro alto nos primeiros meses pode fazer a franquia fechar as portas muito mais cedo.


http://franquiastop.com.br/5-erros-ao-abrir-uma-franquia/

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vantagens e desvantagens das franquias




Franquia ou franchising empresarial é o sistema pelo qual o franqueador cede ao franqueado o direito de uso da marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços.

Vantagens

  • Iniciar um negócio contando com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado
Como o franqueador dispõe de um cadastro financeiro respeitável, o franqueado pode usufruir de descontos nos preços, de prazos mais longos e de pagamentos em condições especiais. O franqueado terá também a possibilidade de tirar proveito da vantagem competitiva de seu franqueador, uma vez que seus produtos e/ou serviços já foram testados no mercado.
  • Contar com o apoio do franqueador
As chances de um franqueado obter sucesso em seu negócio utilizando-se do sistema de franquia formatada são maiores do que as de uma pessoa que monta um negócio independente. O franqueador já possui uma rede própria de distribuição e o sucesso da marca foi fortalecido após vários testes de produtos. Além disso, o franqueado recebe orientação e treinamento do franqueador, que tem interesse em zelar pelo seu nome/marca.
  • Existência de um plano de negócio
Na maioria das vezes, o pequeno empreendedor independente não dispõe de tempo e habilidade para prever fatos político-sociais e econômicos que possam afetar o seu negócio. É bom poder contar com o apoio de um franqueador competente, podendo instalar e expandir com menor risco financeiro.
  • Maior garantia de mercado
O franqueado poderá aproveitar a vantagem competitiva de seu franqueador, que já testou seus produtos e marcas no mercado. Além disso, planejou a sua expansão e é conhecedor do perfil dos clientes. O franqueador também possui informações relevantes com relação ao processo de melhor produzir e/ou vender e às estratégias de seus concorrentes.
  • Melhor planejamento dos custos de instalação
Numa franquia formatada, o franqueador calculará e informará o custo a ser rateado com os outros franqueados ao fornecer o projeto arquitetônico e as plantas de engenharia de construção, executar a fiscalização da obra e especificar máquinas e equipamentos.

Dessa forma, oferece o apoio necessário à construção e instalação da nova unidade, tomando por base os custos de sua unidade-padrão. Geralmente, num negócio independente, os custos de instalação fogem completamente da previsão, causando enormes problemas de fluxo de caixa ao empreendedor.
  • Economia de escala
Os custos de propaganda serão rateados entre os franqueados da rede, com isso, haverá uma redução substancial nos investimentos e, ainda, será possível melhorar a qualidade da propaganda. Além disso, existe a vantagem relacionada aos preços obtidos por uma central de compras da rede e ao investimento nos ativos fixos – como máquinas, equipamentos e instalações –, que também sofre uma redução pela quantidade necessária.
  • Independência jurídica e financeira
Apesar da autonomia não ser total, o franqueado possuirá independência jurídica e financeira em relação ao franqueador. A empresa do franqueado terá sua própria razão social, sendo uma pessoa jurídica distinta, e todas e quaisquer operações financeiras serão de responsabilidade individual dessa empresa.
  • Possibilidade de pesquisa e desenvolvimento
O custeio da pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e/ou aperfeiçoamento daqueles já existentes, caberá inteiramente ao franqueador, que os testará em suas unidades antes de lançá-los na rede.

Desvantagem

  • Pouca flexibilidade
Nos sistemas de franquia formatada, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes. O objetivo das auditorias é detectar falhas no cumprimento das obrigações por parte do franqueado, atuando nos controles financeiros e contábeis, assim como no controle de operações reorientando para o rumo certo na gestão do negócio.

O franqueado deve estar ciente de que a interdependência mútua no sistema de franquia é uma condição fundamental para o desenvolvimento da rede.O sucesso e o fracasso serão compartilhados pelo franqueado e pelo franqueador.
  • Risco de ocorrência de falhas no sistema
Ao selecionar uma rede de franquias com um sistema problemático, o franqueado pode fazer mau negócio acarretando problemas operacionais no futuro. Poderá ocorrer o descumprimento de algumas cláusulas do contrato, como atraso na entrega de produtos e equipamentos, deficiência na variedade de produtos, diminuição da rentabilidade prevista e perda de qualidade e/ou pouca inovação nos produtos comercializados.

Os serviços inicialmente garantidos pelo franqueador também podem ser ineficientes ou até mesmo inexistentes.
  • Localização forçada
Apesar da possibilidade do franqueado de dar sugestões de locais apropriados para a instalação do ponto de venda, o fato do franqueador ter a responsabilidade final pela localização faz com que ele, na maioria dos casos, a determine.

Muitas vezes, mesmo se o franqueado possuir um bom imóvel para a sua instalação, o estudo feito para localização da unidade franqueada pode indicar que o local não é apropriado para o negócio.

Fonte: Sebrae Nacional

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As oito lições que as melhores franquias do mercado podem trazer para o seu negócio

Veja os segredos do sucesso de marcas como O Boticário, Cacau Show, Subway e McDonalds


Por José Carlos Fugice Jr.

Nada mais óbvio: o caminho para o seu sucesso envolve conhecer a história de quem ficou rico franqueando a sua empresa. Ao ouvir como as marcas se transformaram em casos de sucesso, é possível entender mais sobre as suas estratégias, a maneira como lidam com franqueados e clientes, entre uma série de outros pontos fundamentais. Confira as lições que algumas das melhores franquias deixaram no mundo dos negócios.

1ª - Planejamento - Nada de ir descobrindo conforme você já está com as mãos na massa. Antes de decidir pela expansão da sua marca, você precisa fazer um levantamento detalhado de mercado. É com o planejamento que você aborda questões como a quantia e taxas dos franqueados, quantas unidades podem ser abertas no primeiro ano, as formas de propaganda, a pesquisa de público-alvo, enfim, todos os fatores fundamentais para transformar sua empresa em franquia.

2ª - Crescer, mas com flexibilidade - Na medida em que a empresa começa a se desenvolver e a crescer no mercado, novas ideias, recursos e parceiros entram em jogo e podem mudar o negócio. Por um lado, a nova visão pode trazer informações importantes para o dia a dia da empresa, mas, por outro, é necessário tomar cuidado para não acabar perdendo a identidade.

O McDonalds, maior franquia do ramo alimentício com mais de trinta mil unidades em 121 países, enfrentou o desafio de crescer rapidamente sem sofrer riscos de perder sua essência. Apesar do design padrão de suas lojas e o cardápio modelo para todas as franquias do mundo, a rede de fast food também procura incorporar elementos locais tanto na aparência como nos produtos à venda. Alguns exemplos são os lanches servidos especificamente em alguns países, incluindo ingrediente e hábitos locais.

3ª - Seja conservador nos investimentos - Todo bom empreendedor adora riscos, mas isso não significa perder contato com a realidade. O que bons empresários fazem é arriscar aquilo que estão dispostos a perder, e não tudo o que tem. Inicialmente, o bom empreendedor deve gastar o mínimo possível, pensando sempre no amadurecimento natural de sua empresa. No futuro, as lições aprendidas no início, as pequenas perdas toleráveis e o primeiro cliente servirão de base para investimentos muito maiores. Testar novas ideias, ganhar confiança, experiência e deixar que o lucro venha com o tempo, sem loucuras, são dicas importantes.

4ª - Invista em propaganda - Não adianta nada fazer o melhor produto do mundo se ninguém conhece o que você faz. É por isso que dizem: a propaganda é o segredo do negócio. Bem trabalhada, ela pode ser o diferencial da empresa. É com ela que a sua marca poderá contar para ter aumento de clientes e de parceiros interessados em fazer a sua marca crescer.

Um bom exemplo é a Subway. A rede de lanches ficou famosa por, desde a sua fundação em 1981, permitir que os clientes escolham os ingredientes do seu sanduíche. A franquia que, atualmente conta com 1400 restaurantes no Brasil e fatura cerca de dez bilhões de dólares em mais de 100 países no mundo, investe na sua publicidade em vários fronts: de dois anúncios milionários no intervalo do Futebol Americano no Superbowl, o evento esportivo mais assistido no mundo, na ponta de lança da estratégia de marketing na televisão até propagandas em novas plataformas em várias partes do mundo.

5ª - Não tenha medo da concorrência - Jamais tenha medo de enfrentar a concorrência, mesmo que sua empresa ainda não esteja estabelecida. A coragem, neste momento, é importante para trazer diversos ''admiradores''.

Veja o exemplo da Cacau Show. No disputadíssimo mercado de chocolate, a empresa buscou espaço no nicho de produtos mais baratos. No início, pouca gente acreditou que uma marca iniciante poderia disputar espaço com as líderes do mercado de chocolate. Hoje, com mais de mil franquias em todo Brasil, a marca tem faturamento de dois bilhões de reais e é uma das mais reconhecidas do segmento. É importante ter noção de que a concorrência entre empresas nunca termina. No caso da Cacau Show, o seu sucesso significou, em pouco tempo, a chegada de novas entrantes como a Brasil Cacau, da Kopenhagen.

Se o investidor se estabelecer na zona de conforto, sem tentar estabelecer ''confronto'' com as concorrentes, seu produto ficará para trás e não conseguirá destaque no mercado.

6ª - Pense bastante no seu público - Outro segredo para o sucesso de seu negócio é entender quem vai utilizar os produtos e serviços que você vende. Afinal, é o aval do público que garante sucesso para você e o seu franqueado. Antes de entrar no mercado, faça (ou contrate quem faça) pesquisa de mercado para entender como os consumidores olham o seu setor e como reagiriam à sua franquia.

Quando a sua atuação como franqueador começar, o próximo passo é manter seus clientes felizes. Veja o caso da O Boticário. A empresa, uma das maiores de cosméticos do Brasil, ficou em primeiro lugar no ranking de melhor atendimento ao cliente em 2013 e isso garante bons resultados. O faturamento no ano foi de 8 bilhões de reais. Se o cliente está feliz, é bem mais fácil garantir a tão falada fidelização. Ou, em outras palavras, que ele volte a comprar da sua empresa e dos seus franqueados.

7ª - Capacidade de adaptação da marca e suas franquias - Não é porque a empresa está bem solidificada em um setor que não pode tentar avançar até outros nichos. A O Boticário é um exemplo disso também. A empresa, que atuava na venda direta de cosméticos, principalmente com revendedoras que vendiam os cosméticos de casa, passou a criar lojas em shoppings para vender os produtos como presentes.

A ideia, na época pouco usual, gerou restrições de especialistas e dúvidas. Alguns inclusive falaram que a empresa estaria perdendo o foco. Atualmente, o foco no shopping se transformou em um dos grandes destaques da empresa e um dos segredos para o crescimento. Em 2013, a empresa contava com mais de três mil franquias nesse modelo espalhadas pelo mundo.

8ª - Comece com o pé direito - Quando a franquia começa, precisa impressionar. Se for loja, por exemplo, precisa ter uma loja piloto que mostre todos os padrões a serem usados nas outras unidades da franquia. É nela onde o franqueador poderá testar produtos e serviços, onde procedimentos operacionais são examinados com o objetivo de desenvolver o melhor fluxo de trabalho para atender o consumidor e incrementar a lucratividade do negócio. Exemplificando, a loja piloto é o local onde tudo acontece, onde tudo toma forma.

A falta de padrão na loja matriz pode dificultar muito na expansão da marca. Se ela não funcionar da maneira correta, todas as outras unidades terão seus conceitos e padrões modificados, como as diferenças de preços, atendimento, estocagem, sistema de reposição e outros.

*José Carlos Fugice Jr é administrador de empresas especializado em franquias e varejo com MBA em administração de empresas pelo CEAG FGV/SP, com experiência em mais de 150 projetos de franquias. É sócio-fundador da GoAkira Consultoria Empresarial.

http://www.lyderis.com.br/gestao-e-rh/2256-as-oito-licoes-que-as-melhores-franquias-do-mercado-podem-trazer-para-o-seu-negocio.html

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A arte de escolher franqueados

Marcos Khalil, da UZ Games

Um passo a passo para implantar o processo seletivo para identificar o franqueado ideal para sua rede

Katia Simões, da  São Paulo - 

Saber escolher os franqueados é fundamental para o crescimento saudável de uma rede de franquias. Se a seleção não for benfeita, corre-se o risco de não contar com empreendedores suficientemente dedicados para aprender as particularidades do negócio — o que costuma gerar atritos e alta rotatividade entre os franqueados.
De acordo com especialistas, um bom processo seletivo deve partir da definição do perfil desejado, considerando aspectos técnicos, capacidade de gestão do negócio e poder financeiro. A partir disso, deve seguir etapas que permitam identificar, entre todos os que se apresentam, quais são aqueles que realmente se encaixam no que a rede precisa.
Não é uma tarefa fácil e, por isso, muitos donos de redes de franquias não contam com processos de seleção eficientes do primeiro contato à assinatura do contrato de adesão. Veja, a seguir, um passo a passo que permite ao franqueador identificar o melhor franqueado possível. Ele é resultado da experiência de donos de redes que apresentam baixos índices de rotatividade em seus mercados.
1 O que pedir na ficha cadastral
Além de solicitar dados pessoais, profissionais, experiências anteriores e capital disponível para investir na unidade, deve-se perguntar como o candidato conheceu a marca e por que a escolheu. "Se não houver uma boa resposta, pode ser um sinal de que ele está procurando uma franquia qualquer, e não especificamente aquela", diz o consultor Adir Ribeiro. É verdade que, dessa forma, o número de candidatos pode diminuir.

"Em compensação, a qualidade dos que ficam tende a ser melhor do que sem essa peneira", diz Ribeiro. É o que faz Rodolfo Alves, de 30 anos, dono da rede paulista de quiosques Mr. Beer, que vende cervejas artesanais. Com 33 unidades, 15 franqueados e faturamento estimado em 10 milhões de reais para 2012, a rede está sempre em busca de novos candidatos.
No cadastro virtual há um campo para o candidato informar quantas horas diárias dedicará ao negócio e se vai exercer outras atividades simultaneamente à gestão da loja — além de perguntas sobre aspectos financeiros básicos, como percentual do investimento reservado para capital de giro e expectativa de ganhos mensais.
"Com base nesses dados, fazemos a primeira triagem. Quem não revela intenção de se dedicar em tempo integral já é desclassificado", diz Alves. A expectativa de ganhos também é outro fator de corte importante. A Mr. Beer oferece rentabilidade entre 10% e 15% sobre as vendas. "Quem quer mais do que isso bateu na porta errada", diz Alves. 
Cuidado: Criar barreiras demais já no cadastro pode dar a impressão de que a cultura da empresa é burocrática e intransigente, afugentando bons candidatos.  
2 As  perguntas da entrevista 
Um roteiro padronizado para conduzir as entrevistas otimiza o tempo do entrevistador e do entrevistado, que muitas vezes estão em cidades diferentes. Esse primeiro contato também pode ser feito por telefone, num bate-papo informal com os candidatos. As perguntas devem ser bem objetivas: já chefiou funcionários? Já teve ou tem negócio próprio? Quais são suas principais experiências? Conhece bem a região em que vai atuar? Pesquisou algum ponto comercial para instalar a franquia?

"Uma boa entrevista fornece uma medida mais realista do preparo do candidato", diz a consultora de franquias Cláudia Bittencourt.             
Cuidado: É fácil se impressionar com candidatos extrovertidos e articulados que vendem bem o próprio peixe, mas têm pouca capacidade de gerir um negócio.
3 Alinhar as expectativas
Nessa etapa, ambas as partes devem ser totalmente francas. Para o franqueador, é o momento de colocar na mesa o que espera de um franqueado, como é a operação no dia a dia, quais são as regras que devem ser respeitadas e que tipo de comportamento o novo parceiro deverá adotar.
É hora também de revelar o faturamento médio por loja, a lucratividade e o prazo estimado de retorno do investimento. Para o franqueado, é a oportunidade para dizer por que escolheu aquela franquia, que sonhos deseja realizar, quanto espera ganhar e qual sua disposição para se dedicar ao negócio.
"É nessa etapa que o franqueador consegue perceber se o futuro candidato acha que o sucesso de sua unidade dependerá de esforço ou se será algo natural porque a operação anda sozinha', diz o consultor Marcelo Cherto.
Cuidado: Revelar detalhes do negócio a alguém que não vai ficar ou, pior, acaba indo para a concorrência pode ser perigoso — daí a importância das etapas anteriores.
4 Identificação com o negócio
A maior exigência para quem quer abrir uma loja da rede de jogos eletrônicos UZ Games, de São Paulo, é gostar de jogos. O pré-requisito é comprovado na prática. Em vez de entrevistas comuns, o candidato passa por uma bateria de 21 jogos, cujo objetivo é avaliar quanto ele tem afinidade com as áreas de marketing e vendas, como se relaciona com pessoas, como lida com as adversidades e se é capaz de enxergar oportunidades.

"Se o desempenho for abaixo de 50%, o candidato é dispensado", afirma Marcos Khalil, de 43 anos, sócio da rede. "Não nos importamos se ele tem ou não experiência anterior. Mas fazemos questão de que goste de jogos, senão não vai funcionar na mesma sintonia da rede." A UZ Games tem 37 lojas e 23 franqueados e projeta um faturamento de mais de 18 milhões de reais em 2012.
Cuidado: Gostar do mercado em que a rede atua não é garantia de capacidade de gestão. É um critério que só faz sentido se fizer parte de uma seleção mais técnica. 
5 Com ou sem experiência?
Muitos donos de redes de franquias têm dúvida se experiência é ou não um critério importante. “Isso varia de franquia para franquia”, dizCherto. Entre dois bons candidatos para a mesma loja, a rede McDonald’s prefere quem nunca atuou na área, porque não carrega vícios e pode ser treinado segundo as normas da bandeira.
Já a rede de agências de viagem Flytour prefere gente do setor — e de preferência que já tenha uma agência. "Cabe à franqueadora definir o que mais se adapta às suas necessidades e à sua cultura", diz Cherto. "Mas, se a opção for por pessoas sem experiência, é preciso investir numa ótima estrutura de treinamento."
Cuidado: A falta de flexibilidade nesse critério pode fazer com que bons candidatos sejam descartados — independentemente de terem experiência ou não.
6 A hora do Test-Drive
A rigor, o test-drive não é exatamente parte do processo de escolha — é mais uma medida de precaução para que franqueador e franqueado consigam dormir tranquilos. Na maioria dos casos, o test-drive leva três ou quatro dias. Nesse período, o futuro franqueado trabalha de verdade — chega antes do primeiro funcionário e só sai depois que o último cliente foi embora e a limpeza acabou.
"Foi no test-drive que uma candidata com todas as qualidades desejadas e dinheiro para investir desistiu", diz Fátima Rocha, sócia da rede de lanches carioca MegaMatte. "Ela se deu conta de que simplesmente não conseguiria passar tantas horas em pé atendendo  os clientes." A rede tem 98 lojas e faturamento estimado de 83 milhões de reais para este ano. "Desde que abrimos a primeira loja, em 2005, não registramos mais do que três desistências nessa fase", diz Fátima. 
Cuidado: O test-drive tem de reproduzir fielmente as reais condições de trabalho na rede. Se há dias da semana com mais movimento, por exemplo, o test-drive deve ser marcado para esse dia.